Latitudes: Mestres Latino-americanos na coleção FEMSA.

Diane Fabri, Karen Nakamura e Fabiana Squadroni
Latitudes: Mestres Latino-americanos
NA COLEÇÃO FEMSA
Ao verificar a história da arte dos muitos países Latino-Americanos, percebe-se o quanto são parecidos os seus vários períodos. Os muitos projetos coloniais ocorridos no continente europeu nos últimos quinhentos anos se repetiram nas várias regiões das Américas, tratadas desde sempre como uma unidade. No entanto cada região criou características distintas, os artistas traçaram caminhos heterogêneos e essa diversidade trouxe uma complexidade à arte latino-americana.
É isso o que a exposição sublinha, por meio de trabalhos que envolvem a arte do século XX. A seleção de obras que formam a exposição temporária constitui uma oportunidade para apreciar a heterogeneidade das práticas artísticas de países como México, Colômbia, Argentina, Uruguai, Venezuela, Nicarágua, Equador, Brasil, Cuba e Chile; em um período que compreende desde as vanguardas até os anos oitenta.
São 41 obras da Coleção FEMSA do México (empresa de bebidas que realizou uma soberba coleção de obras de arte), expostas no INSTITUTO TOMIE OHTAKE, localizado na Av. Faria Lima, 201; de 12 de Fevereiro a 5 de Abril de 2009, das 11às 20 horas. Entrada gratuita.
Alguns pintores se destacaram como expoentes e teóricos do cubismo: o mexicano Diego Rivera foi um grande inovador na exploração da cor, a partir dos princípios do Simultaneísmo, enquanto seu conterrâneo Angel Zárraga, chegou a praticar com êxito um cubismo lírico, sobre a influência da ótica do Orfismo.
A influência do surrealismo é clara em algumas das obras de alguns artistas como Matta, Lam, Kahlo, Carrington e Fini, que participaram de forma direta do movimento em Paris, depois da primeira guerra mundial.
O Surrealismo originalmente era uma postura estética plural e heterogêneos, afastada dos nacionalismos, porém, aparecem traços culturais locais tanto no trabalho de Lam como no de Frida Kahlo, confrontando visualmente as estéticas acidentais.

Cartaz da Exposição.
Opinião do grupo
O Instituto Tomie Ohtake, é bem localizado, o acesso é fácil e abriga diversas exposições de artistas diferentes. Escolhemos esta exposição porque reúne obras de artistas Latinos e as obras que a compõe tem uma diversidade de estilos, pertecem a movimentos diferentes, mas um quadro em especial nos chamou a atenção, pois podemos ficar horas analisando e ter referenciais diferentes a cada olhar lançado para a imagem.
Nossa interpretação sobre o quadro
KAHLO, Frida. Sua obra é impressionante. Existe uma mistura entre velho e novo, o templo grego, que está ligado por uma “corda” à torre da igreja católica, se contrasta com a estátua da liberdade. Um telefone central conecta todos os prédios do quadro, há também um outdoor com uma mulher que representa o luxo, colocado na parede da igreja e no vitral há um cifrão. Roupas e jóias são postas no lixo. Um gráfico financeiro das vendas anuais representando a escadaria do templo grego, globalização, navios de petróleo, fábricas, incêndio, os canos se fundem formando um corpo humano, o homem vira uma peça e o ser humano fumaça. As colagens feitas na parte de baixo do quadro retratam pessoas, exércitos, polícia e manifestações. A artista não pinta a si mesma (nesta obra, uma das poucas) e nenhuma das pessoas pode ser reconhecida, elas são irrisórias perto da grandeza da obra, estão misturadas em uma massa que de longe parece ser areia ou o chão. Somente sendo identificadas ao se aproximar, todas são iguais, se vestem de forma padronizada. O varal da Frida está pendurado entre uma privada e um troféu.

FRIDA KAHLO (1907 - 1954) | Mi vestido cuelga aquí, 1933 | óleo e colagem sobre duratéx
Instituto Tomie Ohtake

Links relacionados
www.institutotomieohtake.org.br
Femsa – Fomento Econômico Mexicano S.A
Embajada do México
Consulado General de México em São Paulo
SER – Secretaria de Relações Exteriores