Visita à exposição: “Fotografia em Revista”
Grupo: Ana Carolina F. Del Col, Beatriz Brandão e Márcia Selleri
Fotografia em Revista marca a sequência do projeto de exposições culturais do Grupo Abril, iniciada com a mostra Ilustrando em Revista, que levou a um público de mais de 77 mil pessoas de oito cidades brasileiras as melhores ilustrações já publicadas pelas revistas da Abril.
Agora, com este projeto da Abril juntamente com o diretor e professor da Facom – Faculdade de Comunicação da FAAP, foi selecionado do acervo da revista, o The Doc, algumas fotos que mostra ao público um passeio pela história contemporânea do Brasil com uma mostra de 163 autores e mais de 600 imagens (expostas e projetadas) que mostram a evolução da sociedade nas mais diversas áreas, como a política, moda, saúde, esporte, entre outras.
Comentário do Grupo:
A exposição para uns é apenas uma coletânia de fotos expostas em uma “parede branca” sem muito mais a ter o que descobrir ou perceber, mas para o grupo ela é muito mais do que isso, ela é extremamente interessante porque além das fotos muito bem escolhidas e elaboras, mexe demais com as sensações.
Ao entrar na mostra, com um olhar geral já se pode ter uma idéia daquilo que vai ser apresentado, e ao adentrar ao mundo dos sentidos, muito mais pode ser descoberto. As obras estão em ordem cronológica das a partir de seus autores, gerando assim uma sequência. Algumas com imagens invertidas, outras recortadas a partir de matérias publicadas, passam também a visão ao autor, aquilo que ele quis mostrar a partir da lente, exprimindo uma identidade do autor, exprimindo, dessa forma, um juízo de valor que vale também da interpretação de quem vê.
Podemos citar as obras expostas de Jairo Goldflus que tem como característica as fotos em estúdio, ele traz uma composição muito harmonioza da modelo, e sem nada ao fundo que possa desviar a atenção do que nos chama para a foto e nos instiga: o olhar! Goldflus nos passas as sensações a partir disso, sensações estas de altivez, mistério, segredo e sensualidade. Já Cristiano Mascaro prefere suas fotos na cidade, tirando dela suas expressões e nos fazendo descobrir um lado diferente pelas suas caracteríscas, que são principalmente fotos em formato quadrado, preto e branco e negativo. Descobrimos suntuosidades onde antes poderíamos passar e não ver nada além de concreto.
Tem também uma sala de projeções com 350 imagens além de um outro espaço reservado que conta com depoimentos de alguns fotógrafos sobre a carreira deles e de como é tirar fotos, o que eles acham, suas perspectivas e muito mais.
É uma exposição que vale a pena ser conferida, e vá preparado para ver desde fotos muito sensuais, passando pelas fotos políticas, outras de catálagos até fotos que nos expõe a realidade de violência em que vivemos, tanto com pessoas como com os animais.
Em frente ao cubo da FAAP
Data: De 19 de maio a 12 de julho de 2009
Local: Museu de Arte Brasileira – Salão Cultural da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo
Telefone: (11) 3662-7198
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200
Horários: de terça a sexta-feira, das 10h00 às 20h00
Sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 17h00
Classificação: “Recomendável para maiores de 16 anos. Contém imagens de nudez parcial e violência”
Entrada Gratuita
“Émile e Isabelle Tuchband”
Grupo: Natália Zogaib, Giovanella Masutti e Andréa Murad

Artistas: Isabelle Tuchband, seu pai e Émile
O museu de arte brasileira da FAAP apresenta cerca de 30 obras, entre pinturas, porcelanas e esculturas, de Isabelle Tuchband, de seu pai e de Émile.
Émile traz suas paisagens com cores exuberantes, apresentando um conjunto de registros da França e do Brasil: um passeio que vai de Montmartre, coberta de neve, ao ocre sertão brasileiro e dos campos de lavanda da Provence às oferendas à lemanjá. Isabelle herdou do pai o gosto pelas cores, mas desenvolveu um modo próprio de orquestrar tonalidades vibrantes. As obras selecionadas para a mostra são testemunhos da crença de ambos na pintura como celebração da joie de vivre.
Émile Tuchband nasceu em Paris em 1933, lá estudou na escola de Belas Artes e trabalhou com Chagall na execução do painel do teto da Ópera. Chegou ao Brasil em 1956 e fixou residência em Taubaté. Faleceu em São Paulo em 2006.
Sua filha, Isabelle Tuchband, nasceu em 1968, na cidade de Taubaté. Seu primeiro contato com a arte foi por intermédio de seu pai. Mais tarde estudou artes plásticas na faculdade Santa Marcelina em São Paulo, na Ecole dês Arts Décoratifs e no Museu do Louvre, em Paris. Hoje vive e trabalha em São Paulo.
A curadoria teve como critério de escolha a busca de obras que sublinhassem as afinidades do trabalho de ambos (uso de cores intensas e composições amplas) e mantivessem as respectivas individualidades.
Data: de 24/05/09 a 26/06/09
Local: Museu de arte brasileira da FAAP – Mezanino
Horários: de terça-feira a sexta-feira, das 10h00 às 20h00
Sábados, Domingos e feriados, das 13h00 às 17h00
Entrada Franca
Isabelle Tuchband, Lyfu no atelier , 2004.
Técnica: Acrílica s/ tela
Natália Zogaib: A exposição é muito bonita. Com cores alegres, o espaço ficou bastante colorido. Muitos quadros parecem infantis. Émile usa muito a cor rosa Essa foi a obra que mais gostei(Isabelle Tuchband, Lyfu no atelier , 2004.). Achei muito fofa e delicada. Uma obra leve e intensa com a presença de gatos, o que gosto muito.A exposição conta também com a presença de vasos como um em tom azul chamado Hierarquia de Guerreiros, 2009 bastante interessante.Gostei da exposição, mas esperava ver mais obras.

Émile Tuchband, Campo de lavanda, 2002.
Técnica: Acrílica s/ tela

Émile Tuchband, Festa cigana, 1992.
Técnica: Óleo sobre tela
Giovanella Masutti :A exposição é muito interessante. O que mais me chamou atenção foi que ao chegar perto dos quadros a tinta parece estar fresca, da ate vontade de por a mão. Achei tudo muito agradável e muito colorido.
Grupo: Gostamos muito da exposição. Com quadros que abordam diversos temas e cores, o ambiente ficou alegre e leve.
Era Uma Vez- arte conta histórias do mundo.
GRUPO: Nathalie Bizzochi; Paula Lara; Thamires Dorigati

obra de Josely Carvalho
A EXPOSIÇÃO
O Centro Cultural do Banco do Brasil apresenta a exposição Era Uma Vez…arte conta histórias do mundo ,que estabelece uma relação entre a arte e a literatura dos contos de fadas de vários países que posuem tradição narrativa.
A exposição homenageia grandes autores de fábulas do mundo como Charles Perrault, os irmãos Grimm e Hans Christian Andersen, e apresenta contos populares africanos, árabes,japoneses, italianos e russos.
Os mais famosos contos de fadas litarários foram revisitados por artistas contemporâneos brasileiros, que produziram as mais de cem ilustrações, objetos e esculturas que ocupam to o prédio do CCBB.
ERA UMA VEZ…
“Na verdade os contos de fadas são textos literários, relativamente recentes- eles começam a ser publicados no século XVII- que por sua vez se originam dos contos populares de magia, vindos da tradição oral. Esses últimos, sim, são muito antigos e provavelmente surgem junto com a própria vida humana, iniciando um processo de civilização. A imagem de pessoas reunidas em volta do fogo, contando histórias, espelha uma tradição muito importante, sobretudo ligada aos camponeses que, contando histórias, expressavam seus desejos de obter uma vida melhor.” Katia Canton, curadora.

obra de Luiz Hermano
LISTA DE ARTISTAS
- Alzira Fragoso
-
Edelinck
-
Elizabenth Teixeira
-
Elisa de Magalhães
-
Flávia Ribeiro
-
Gustave Doré
-
Luciana Schiller
-
Luiz Hermano
-
Márcia Clayton
-
Nazareno
-
Renata Barros
-
Ana Kesserling
-
Andréia Vieira
-
Anne Cartault d`Olive
-
Beth Moysés
-
Denise Milan
-
Erika Verzutti
-
Gabriel Veiga Jardim
-
Henk Nieman
-
Hortência Barreto
-
Ingrid Biesemeyer Bellinghausen
-
João Roberto
-
Josely Carvalho
-
Katia Canton
-
Leda Catunda
-
Nina Moraes
-
Pedersen
-
Renata Pedrosa
-
Renato Alarcão
-
Rui de Oliveira
-
Sandra Tucci
-
Silvia Mecozzi
-
Tunga
-
Walter Crane
-
Maurício Paraguassu
-
Pinky Wainer
-
Salmo Dansa
-
Beatriz Milhazes
-
Dudi Mais Rosa
-
Fernando Vilela
-
Graça Vilela
-
Guto Lacaz
-
Lúcia Hiratsuka
-
Luiz Hermano
-
Luiz Paulo Baravelli
-
Mauricio Negro
-
Odilon Moraes
-
Sandra Cinto
LOCAL E HORÁRIO
21 de abril a 21 de junho 2009
preço: grátis
Terça a domingo, das 10h às 20h
Rua Álvares Penteado, 112 Centro SP. Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô.
Informações: (11) 3113 3652


OPINIÃO DO GRUPO
A exposição é muito bem planejada, tudo está de acordo com o mundo da fantasia,contando com lustres gigantescos cor de rosa, sonorização e iluminação, fazendo-nos sonhar de novo. Cada andar tem a apresentação de um autor, contando sua história de vida, suas obras, personagens e assim fazendo uma ligação das principais histórias, algumas ilustrações dos diversos autores foram expostas. No subsolo encontram-se obras representando os contos populares de diversos países e ainda contém fones de ouvido, onde são narradas algumas histórias.
As obras buscam tocar as emoções de todas as pessoas, contando com um público de idades diversas, é um momento onde se esquece do mundo, dos problemas e se permite sonhar de novo, ou ao menos, permite conhecer os autores de alguns dos nossos maiores sonhos. Para o grupo foi uma surpresa descobrir qual foi o autor de nossas histórias favoritas e ainda os diferentes jeitos que foram publicadas. Como, por exmplo, chapéuzinho vermelho que anteriormente no final da história era comida pelo lobo mal e assim se encerrava. Foram os Irmãos Grimm que criaram o final que o lenhador salva ela e sua avó da barriga do lobo.
As obras expostas englobam desde esculturas até desenhos e pop art muito bem criativas, como a da chapeuzinho vermelho ilustrada acima e uma de maria e joão, que era uma casa feita apenas com papéis de doces. Várias maneiras e pontos de vista de diversos autores dão as obras uma certa “vida” e encanta qualquer telespectador.
LINKS RELACIONADOS
Para assistir: Os irmãos Grimm < www.adorocinema.com/filmes/irmaos-grimm/irmaos-grimm.asp >
blog da folinha <http://blogdafolhinha.folha.blog.uol.com.br/arch2009-04-19_2009-04-25.html> obs.: neste link você irá encontrar um vídeo da exposição e um vídeo muito curioso sobre cenas iguais nos filme de Walt Disney
Exposição Vik Muniz – Masp
FENÔMENO DE PÚBLICO, MOSTRA DE VIK MUNIZ
‘Vik’, a maior retrospectiva do artista plástico e fotógrafo paulista Vik Muniz, chega ao MASP – Museu de Arte de São Paulo, no dia 24 de abril, impulsionada por números surpreendentes.Durante os dois meses em que permaneceu em cartaz no MAM-RJ, a exposição recebeu nada menos que 48 mil visitantes. Mais impressionante do que os números, entretanto, foi a abrangência do público que a conferiu. Internos de instituições psiquiátricas, catadores de lixo, gente do mercado de arte, detentos de Bangu, jovens do Complexo do Alemão e da Cidade de Deus desfilaram, ao lado de estudantes de escolas públicas e de uma representação maciça da classe média carioca, diante das cerca de 200 imagens que compõem as 131 obras da mostra.
“`Vik` se tornou um fenômeno de comunicação”, impressiona-se Leonel Kaz, responsável pela vinda da exposição ao Brasil. “Raramente um artista contemporâneo provocou neste país uma mobilização desse porte, aproximando o grande público da grande arte. Isso se deve, por um lado, à mágica da obra de Vik; por outro, a uma montagem compreensível que permitiu a cada visitante exercer a sua própria liberdade do olhar.
“Para os críticos, pesa ainda o fato de que a arte de Vik permite diversos níveis de leitura e compreensão, desde o apenas imagético até as elaboradas e sofisticadas referências estéticas e intelectuais que a sustentam.”
“Procuro fazer um trabalho que agrade de uma criança como minha filha a um graduado de Harvard”, confirma Vik. “Minha intenção inicial é conseguir uma reação física do espectador, atraí-lo, cativá-lo. A partir do momento em que consigo isso, posso comunicar a informação que quero passar. Meu sonho é mudar a forma elitista com a qual a arte é encarada. Não acredito na separação entre o popular e o inteligente, como se fossem coisas antagônicas.
Agora o público paulistano poderá ter uma visão abrangente da produção do artista com a chegada à cidade desta que é a maior exposição já dedicada à sua obra. Com patrocínio do Circuito Cultural Bradesco Seguros e Previdência, apoio do Ministério da Cultura e realização/ coordenação da Aprazível Edições e Arte (de Leonel Kaz e Nigge Loddi), a mostra ocupará o MASP – Museu de Arte de São Paulo durante dois meses e meio.
Vik’ já passou por Nova Iorque (PS1 Contemporary Art Center-MoMA) e Miami (Miami Fine Arts Museum), além de Canadá e México, e desembarca no Brasil em versão ampliada, com 20 trabalhos a mais, incluindo três trípticos monumentais. Responsável por exposições como ‘Arte e Ousadia / O Brasil Contemporâneo na Coleção Sattamini’, (MASP/2008) e pela curadoria do Museu do Futebol, a Aprazível comemora a vinda da mostra após dois anos de negociações: “Além da inegável importância de um evento como este, o caráter singular da obra de Vik Muniz convida o espectador a apreciá-la não apenas com os olhos mas experimentá-la de forma sinestésica. É a possibilidade de dar asas à imaginação de cada visitante. Como o próprio Vik define, “A espinha dorsal da educação é o brincar”. Então que venham todos brincar e viver”, convoca Leonel, organizador também do livro-catálogo que acompanha a mostra, em formato de 37 x 30cm, com 150 páginas, editado pela própria Aprazível.
As mais de 200 imagens que compõem as 131 fotografias – com dimensões que vão de 23,6cm X 33cm a 292,1cm x 180,3cm – terão a companhia de três vídeos realizados por um colaborador de Muniz, o fotógrafo Fabio Ghivelder. Eles revelam o processo criativo de algumas séries do artista, fazendo uma espécie de making of da construção de suas obras. Um desses vídeos será exibido através de um monitor de plasma colocado no chão, para que o espectador possa compartilhar o ponto de vista de Muniz ao fotografar de cima as obras da série ‘Pictures of Garbage’ (Imagens de Lixo). O vídeo foi feito em ultra high definition, com a animação de três mil fotografias. Na série, catadores de lixo de Gramacho encarnam personagens de obras consagradas, recriadas com o material recolhido do próprio aterro sanitário onde trabalham.
Dedicado inicialmente à escultura, Muniz percebeu, no início dos anos 90, que ao documentá-las através da fotografia encontrava um resultado artístico melhor aos seus propósitos do que com as esculturas em si, e desde então resolveu unir as duas linguagens, às quais somou outras como desenho, pintura, colagem etc. Não por acaso, foi a partir desta mudança que seu trabalho chamou a atenção dos críticos e instituições de arte de Nova Iorque e, em seguida, do resto do mundo. Hoje suas obras estão em acervos particulares e galerias de diversos continentes e em museus como o Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres; o Getty Institute, em Los Angeles; e o MAM de São Paulo. Recentemente, o reconhecimento ao seu trabalho lhe rendeu um convite do MoMA de Nova Iorque para ser curador da prestigiosíssima mostra Artist’s Choice (Escolha do Artista), aberta em 14 de dezembro passado na sede do museu – fato inédito para um brasileiro. Vik Muniz é ainda o único brasileiro vivo a figurar no livro 501 Great Artists: A Comprehensive Guide to the Giants of the Art World, da Barron´s (ao lado do carioca Hélio Oiticica, falecido em 1980).
Ao lidar com a memória, a ilusão e sobretudo o humor, apoiados no uso de materiais pouco convencionais, Vik Muniz imprimiu sua marca no concorrido universo das artes. “Sempre levei o humor muito a sério”, admite. Ele não apenas registra sua versão do mundo ao seu redor, mas o recria, literalmente: antes de seu olhar como fotógrafo captar o que se tornará o produto final de sua obra, ele cria um verdadeiro teatro, com cenas, retratos, objetos e imagens, alguns em escala gigantesca, usando elementos tão diversos como papel picado, sucata, molhos e algodão em processos de construção que podem levar semanas ou mesmo meses. Assim, surgiram algumas das obras presentes na mostra, como a Mona Lisa dupla de geléia e pasta de amendoim; o soldado composto por inúmeros soldadinhos de brinquedo; a Medusa de macarrão e molho marinara; o Saturno devorando um de seus filhos, de Goya, refeito com sucata; e retratos das atrizes Elizabeth Taylor e Monica Vitti compostos por milhares de pequenos diamantes.
A relação do material utilizado com o tema não é acidental: a série ‘Sugar Children’ (Crianças de açúcar), de 1996, reúne retratos recriados com açúcar de crianças que o artista conheceu no Caribe, cuja doçura pueril ainda não havia se transformado no amargor da vida de seus pais, trabalhadores em regime semi-escravo nos canaviais locais: “A radiosa infância daquelas crianças vai certamente ser transformada, pelo açúcar, em açúcar”, constata Muniz.Seu trabalho é constantemente apontado como uma fusão entre dois extremos da arte: visualmente impactante, sua obra tem se mostrado ao mesmo tempo facilmente apreendida pelo observador comum, assim como tem agradado o olhar treinado do colecionador de arte. Aceitação ampla que talvez se explique em parte através do que Vik acredita ser primordial na arte: “O artista faz só metade da obra, o observador faz o resto”, afirma. E vai além: “Eu faço arte para poder observar pessoas a observarem minhas obras”.
Filho de um garçom e uma telefonista, Vik Muniz foi criado em São Paulo, onde iniciou seus estudos de arte, e chegou aos Estados Unidos graças a um acidente. Depois de apartar uma briga na rua, acabou sendo atingido por um tiro na perna. O autor do disparo era a vítima que Muniz tentava defender na briga . Para compensar o transtorno, o homem ofereceu-lhe uma boa quantia em dinheiro que acabou por financiar sua viagem a Chicago, em 1983. Dois anos depois ele foi para Nova Iorque, onde vive até hoje. O sucesso, no entanto, chegou somente há 14 anos, quando um crítico do New York Times foi conferir a exposição principal de uma galeria e se deparou com a série ‘Sugar Children’ alojada discretamente em uma sala dos fundos. Encantado, ele escreveu uma resenha que abriu inúmeras portas ao brasileiro: além de receber um convite para participar da prestigiosa mostra New Photography, no MoMA, Vik viu suas obras serem adquiridas por museus como o Guggenheim e o Metropolitan Museum of Art.
Hoje, o prestígio de Vik ultrapassa o limite de museus e galerias. Seu trabalho também tem sido visto em outros tipos de suporte, como a capa da revista dominical do The New York Times, do último dia 7 de dezembro, para a qual criou um retrato de Albert Einstein feito de recortes de papel, e um retrato de Vladimir Putin à base de caviar, publicado na edição de 75 anos da revista Esquire. Atualmente, tem diferentes exposições montadas simultaneamente em Paris, Tóquio e São Francisco.‘
Vik tem direção de montagem de Emilio Kalil, montagem da Arquiprom e Fernando Arouca e programação visual de Jair de Souza. Ao longo da temporada, a produção fará visitas guiadas com populações da periferia que não possuem o hábito de ir a museus. Grupos de 50 pessoas serão levados diariamente ao MASP em ônibus especialmente fretados.

Flávia Moreira e Joana Ometto

Obra " Lixo"

Fotografia da série "Sugar children" 1996 de Vik Muniz

Vik Muniz - "Double Mona Lisa (Peanut Butter and Jelly, After Warhol)", 1999
“Quiz criar imagens que permitissem ao observador leituras múltiplas e que se tornasse conciente de sua participação”Vik Muniz.

Auto-retrato
Opinião do grupo:
O trabalho de Vik Muniz é surpreendente e muito bem desenvolvido, o artista não faz uma obra com um material inusitado pelo simples fato de experimentar, tudo sempre tem um propósito.Suas obras apresentam combinações entre referência a ícones da história da arte, do mundo pop e do uso de materiais:poeira,açucar,chocolate,caviar,diamantes,brinquedos,lixo,sucata.Por tudo isso, a exposição acabou nos fascinando e nos fazendo aprender como um artista pode ir além do esperado por todos, até por passar imagens familiares e outrora remetem uma grande estranhaza.
Exposição: de 24 de abril a 12 de julho
Horário de visitação: terça a domingo e feriados, das 11h às 18h;
Às quintas, das 11h às 20h.
Ingresso:
Inteira – R$ 15,00
Estudantes – R$ 7,00
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos – Gratuito
Às terças-feiras a entrada é gratuita
Local: Museu de Arte de São Paulo – MASP
Endereço: Av. Paulista, 1578
Telefone: (11) 3251 5644
Classificação etária: livre
Estacionamento pago no local
Sp-Arte 2009
A SP-ARTE / Feira Internacional de Arte de São Paulo comemora em 2009 sua quinta edição, com aparticipação recorde de 80 galerias de arte moderna e contemporânea e mais de 20 convidados do exterior, curadores de coleções particulares e museus como Tate Modern, MOMA, Pompidou, MALI, LACMA e MUSAC.
Datas e Horários
14 e 15 de Maio (quinta e sexta-feira) – das 14h às 22h
16 e 17 de Maio (sábado e domingo) – das 12h às 20h
Ingressos
Inteira R$ 25,00
Meia Entrada R$ 12,00 (dinheiro, cheque, cartões de crédito Visa e Mastercard e cartão de débito)
Local
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque do Ibirapuera, Portão 3
São Paulo, Brasil.
De 14 a 17 de maio o Pavilhão da Bienal se transformará novamente no maior encontro das artes plásticas na América Latina. Estarão reunidas 80 galerias dentre as mais importantes galerias brasileiras e também de países convidados, como a Argentina, Colômbia, Chile, Uruguai, Portugal, Espanha, e França, o que garante uma rica experiência com arte contemporânea e com a notável qualidade de mais de 1.500 obras de artistas renomados e jovens talentos.
Inspirada nas grandes feiras internacionais de arte como Art Basel, Frieze, Arco e Fiac, a SP-ARTE trouxe para a cidade de São Paulo, coração financeiro da América Latina, a atmosfera vibrante e estimulante destes grandes eventos, e se estabeleceu no calendário nacional e internacional como um dos mais prestigiados e esperados eventos de arte da America Latina. Ao lado de MACO, no México e ArteBa na Argentina, a SP-ARTE se destaca pela primorosa qualidade das galerias participantes, que são cuidadosamente escolhidas para garantir a excelência dos trabalhos expostos.
O programa cultural SP-ARTE 2009 é realizado no Auditório Lina Bo Bardi no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, de 14 a 16 de Maio. Serão promovidas palestras que visam debater e refletir sobre a arte – seu processo de criação, produção, exposição e comercialização. Participam das discussões profissionais de destaque no cenário nacional e internacional, tais como Tanya Barson, curadora da Tate Modern; Emma Lavigne, curadora do Centre Georges Pompidou; Rodrigo Moura, curador do Inhotim – Centro de Arte Contemporânea.


- Gaby e Rafa
Opinião do grupo
O evento é bem organizado e traz uma boa quantiedade de obras de artistas conhecidos e jovens talentos. Notamos uma performance em uma das galerias (Klabin), onde a mulher faz movimentos semelhante à um robô. Ficamos muito fascinadas com algumas das pinturas e fotografias, sendo que todas estão à venda. O propósito da comercialização de artes e sua reprodução são assuntos bem interessantes. Muitas das obras expostas possuem valores altos que poucos consumem, mas muitos admiram. Todos foram muito atenciosos e souberam nos informar à respeito de cada obra questionada. Vale super a pena a visita.
Um dos quadros que chamou atenção foi do artista Vik Muniz , Bette Davis feita de diamantes.

E as obras de Beatriz Milhazes, que possui um estilo ímpar.

By Gabriela e Rafaela
Exposição: Yutaka Toyota – “A leveza da flor”.

Natália Ribeiro e Ana Paula Nunes
Local: MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, Av. Europa, 218 Jardim Europa, São Paulo- SP.
Entrada gratuita.
Dias: 14 de abril à 6 de maio de 2009.
Curador: Jacob Klintowitz.
Yutaka Toyota, nasceu em 1931 na cidade de Tendo província de Yamagata, Japão. Aos quinze anos recebe o primeiro prêmio na Salão de Pintura da Província de Tamagata. Após formação na Universidade de Belas Artes no Japão, emigra ao Brasil. E então começa uma longa trajetória de sucesso até os dias de hoje. Participou de muitos eventos, recebendo prêmios, como por exemplo, da APCA ( Associação Paulista dos Críticos de Arte) e a Medalha Kyokujitsu Sokoosho como homenagem aos grandes artistas que vieram do Japão.
Toyota em 2007/2008 cria e executa 13 monumentos nos Estados de São Paulo, Panamá e Minas Gerais em comemoração ao centenário da imigração japonesa ao Brasil.
Nesta exposição, Yutaka Toyota tem como tema “ A leveza da flor “:
“ É universal o fascínio que a escultura do artista Yutaka Toyota exerce, como o demonstra a sua intensa presença publica em lugares díspares como o Japão, a Itália e o Brasil. É curioso como a sutil combinação de matérias, o conceito espiritual subjacente e a produção tecnológica, não afasta o publico, mas o aproxima. A sua é uma escultura de combinações inesperadas. Uma estrutura de aço cromado que multiplica a cor. Ou a articulada montagem de elementos em alumínio com al leveza da flor… . É possível dizer que a junção e a aparente contradição entre a dureza e o macio, a espontaneidade e a reflexão, o volume e a leveza, a geometria estável e o equilíbrio estável, são companheiros constantes de Yutaka, fazem parte do mundo que inventou e são a origem da empatia do público… . Yutaka Toyota enriquece o nosso olhar neste jogo essencial feito de aço, alumínio, reflexos cromáticos de pigmentos ocultos, e movimentos eólicos… . Paradoxo, tudo parece natural. “ Jacob Klintowitz.
Abaixo, há uma foto de uma de suas esculturas, encontrada na exposição do MUBE.

Espaço Infinito 1979,350x70x140 cm,Aço inoxidável,Centro tecnológico Agrícola Yamagata- Japão.
Opinião do grupo: A exposição de Yutaka Toyota nos interessou muito por existir certa junção de características de dois países. Suas obras apresentam uma diferenciação imensa entre objetos, matérias incomum, o que nos trás uma sensação de algo novo, diferente, e que chama muito a atenção. O fato da multiplicidade de cores através do aço cromado, trás realmente um leveza em suas obras, trazendo a aproximidade da natureza e do gesto humano. Suas obras são super modernas, produzidas de acordo com a nossa época. A criatividade desta exposição é incrível. E além do mais, durante a exposição passa um filme de Toyota fazendo suas obras, nos trazendo a sensação de conhecer um pouco mais seu estilo como artista.
Site: www.mube.art.br
“Nova Iorque – Noruega 1979/2008” – Dag Alveng

Marcel Forte e Marina Abreu
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Av. Paulista, 2083 – Conjunto Nacional – Tel : (11) 3321-4400
Data e Hora: de 8 de abril a 10 de maio de 2009 – Terça a Sábado das 9hs às 21hs e Domingo das 10hs às 21hs.
Entrada: Franca
Curador: Pieter Tjabbes
“Motivos conceituais levaram Dag Alveng a fotografar em preto e branco, privilegiando assim a capacidade de abstrair a realidade. Mas essa escolha, abre, também, a possibilidade fascinante de descobrir mais, nessas imagens, do que parecia à primeira vista. As imagens podem ser vistas individualmente, mas com suas séries o fotógrafo consegue mostrar a realidade complexa ou desenvolver um tema nas suas diversas perspectivas.
Na série Summer Light (luz do verão) o artista privilegia imagens de lugares comuns, da sua convivência diária, da sua casa de campo e de suas redondezas, lugares banhados pela luz clara do verão nórdico. A luz não como um elemento que ilumina a paisagem, mas como sua parte integrante.
As fotografias da série sobre Nova Iorque i love this time of year (eu amo esta epoca do ano) são como a improvisação no jazz : são construidas sobre ritmo, harmonia, temas conhecidos e estruturas não esperadas. O resultado do negativo esposto quatro vezes com uma rotação da máquina fotográfica, permite a Dag Alveng sua interpretação pessoal ao misturar o espaço com tempos diferentes, num jogo virtuoso com palavras e elementos arquitetônicos e também com a presença da figura humana”.
Pieter Tjabbes
Com curadoria de Pieter Tjabbes, coordenação geral de Jens Olesen e organização da Art Unlimited, a exposição apresenta 110 imagens em preto-e-branco do fotógrafo norueguês Dag Alveng, produzidas na década de 1979/2008. As fotografias compõem três séries: I love this time of the year (Eu amo esta época do ano), de Nova Iorque, This is most important (Isto é particularmente importante) (1993-2003) e Summer Light (Luz de verão), da Noruega.

"I love this time of year" (eu amo esta época do ano) - Nova Iorque
Dag Alveng nasceu em Oslo ,na Noruega, em 1953. Suas fotografias estão nas coleções permanentes de importantes museus dos EUA e da Europa, como o Metropolitan Museum of Art (New York); Museum of Modern Art (New York); Museum Folkwang (Essen); Sprengel Museum (Hannover); Stedelijk Museum (Amsterdam); Museet for Samtidskunst (Oslo); e Henie Onstad Kunstsenter (Hövikodden) entre outros.
Opinião do grupo:
A exposição deste fotógrafo norueguês é muito interessante pois nos mostra a distinção entre os dois países. Nas fotos norueguesas Alveng fotografa sua vida íntima, como sua fazenda, explorando nas fotografias (todas em preto e branco) a luminosidade do verão nórdico. Já nas fotos americanas, em Nova Iorque, Alveng mostra a urbanização, sobrepondo no mesmo espaço inúmeras coisas em diferentes épocas. O fotógrafo ultilizou o tema “I love this time of year” para caracterizar uma certa época do ano em Nova Iorque transmitindo ritmo, harmonia e situações inesperadas.
As fotos revelam nitidamente diferenças entre os dois lugares onde um é caracterizado pela calmaria e o outro pelo dinamismo e diversidade de pessoas. Embora as fotos da Noruega transmitam tranqüilidade e uma belíssima paisagem, as de Nova Iorque são imagens urbanizadas e comuns para quem vive num grande centro econômico como nós.

Links relacionados:
www.caixa.gov.br/caixacultural
www.artunlimited.com.br
Design Brasileiro hoje: Fronteiras

Camila Pereyra e Mariana Borges

Fernando
Exposição: Design Brasileiro hoje: Fronteiras
MAM: av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Parque Ibirapuera, telefone: 5085 1300
de terça a domingo, das 10h às 17h30
07 de abril a 28 de junho.
Preço: Inteira- 5,50
Meia: – 2,75
Curadoria de Adélia Borges e mais de 95 desingrs expondo.
Reunindo de vassouras a biquínis, a mostra ‘Design Brasileiro Hoje: Fronteiras’, faz um recorte dos trabalhos assinados por 95 designers, entre os consagrados e novas apostas. De um percurso do ano 2000 para cá, o design brasileiro vive agora o seu melhor momento, como afirma Adélia Borges, curadora especializada na área há longa data.
“Nos anos 80, havia um olhar de desdém quanto à produção brasileira, vista mais como cópia do que se fazia lá fora. Hoje, há admiração e interesse e o design brasileiro está entre as bolas da vez”, continua ainda Adélia, que preparou uma exposição incomum e abrangente, uma “leitura transversal” e não um panorama dos melhores produtos criados em solo nacional. A exposição reúne desde a vassoura Noviça, “a mais vendida no Brasil”, criada em 2003 por Liane Schames Kreitchmann/ Equipe Bettanin, os uniformes para as Olimpíadas de Pequim (Oestudio) até uma cadeira desenhada pelo consagrado Sergio Bernardes ou as Melissas assinadas pelos irmãos Campana.

Deslocam-se para o museu produtos os mais diversos (quase todos eles disponíveis em lojas) – do mobiliário, da área editorial, tipográfica, adornos, vestuário -, numa iniciativa que joga luz aos artifícios, às estratégias, à criatividade da produção nacional de qualidade e expandida para além do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte.
A relação do design com as artes plásticas pode ser vista nos biquínis criados por Amir Slama e inspirados em pinturas de Gonçalo Ivo. Já a tão cara questão da sustentabilidade aparece na obra de Fred Gelli, que criou convites usando como suporte, simplesmente, folhas de árvore; nos adornos de Mana Bernardes, criados com materiais como pets, bolas de gude, redinhas de embalagens de feiras – “joia é a capacidade de transformação do ser humano, não somente algo de ouro”, como já disse a designer carioca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião do grupo:
Os objetos que estão expostos no MAM têm um design moderno, brasileiro e de bom gosto. São muitos artistas expondo, entre eles está Oskar metsavaht criador dos sapatos da Osklen que além de estarem na moda são sustentáveis. O espaço da exposição é pequeno, e por as obras serem coloridas, despojadas e muitas vezes de tamanho grande, há um pouco de poluição visual no espaço. Porém recomendamos a visita a todos, pois é interessante ver os diversos objetos e se deparar com a criatividade dos artistas. Além disso, o MAM está super bem localizado dentro do parque Ibirapuera.Vale a pena conferir!
Latitudes: Mestres Latino-americanos na coleção FEMSA.

Diane Fabri, Karen Nakamura e Fabiana Squadroni
Latitudes: Mestres Latino-americanos
NA COLEÇÃO FEMSA
Ao verificar a história da arte dos muitos países Latino-Americanos, percebe-se o quanto são parecidos os seus vários períodos. Os muitos projetos coloniais ocorridos no continente europeu nos últimos quinhentos anos se repetiram nas várias regiões das Américas, tratadas desde sempre como uma unidade. No entanto cada região criou características distintas, os artistas traçaram caminhos heterogêneos e essa diversidade trouxe uma complexidade à arte latino-americana.
É isso o que a exposição sublinha, por meio de trabalhos que envolvem a arte do século XX. A seleção de obras que formam a exposição temporária constitui uma oportunidade para apreciar a heterogeneidade das práticas artísticas de países como México, Colômbia, Argentina, Uruguai, Venezuela, Nicarágua, Equador, Brasil, Cuba e Chile; em um período que compreende desde as vanguardas até os anos oitenta.
São 41 obras da Coleção FEMSA do México (empresa de bebidas que realizou uma soberba coleção de obras de arte), expostas no INSTITUTO TOMIE OHTAKE, localizado na Av. Faria Lima, 201; de 12 de Fevereiro a 5 de Abril de 2009, das 11às 20 horas. Entrada gratuita.
Alguns pintores se destacaram como expoentes e teóricos do cubismo: o mexicano Diego Rivera foi um grande inovador na exploração da cor, a partir dos princípios do Simultaneísmo, enquanto seu conterrâneo Angel Zárraga, chegou a praticar com êxito um cubismo lírico, sobre a influência da ótica do Orfismo.
A influência do surrealismo é clara em algumas das obras de alguns artistas como Matta, Lam, Kahlo, Carrington e Fini, que participaram de forma direta do movimento em Paris, depois da primeira guerra mundial.
O Surrealismo originalmente era uma postura estética plural e heterogêneos, afastada dos nacionalismos, porém, aparecem traços culturais locais tanto no trabalho de Lam como no de Frida Kahlo, confrontando visualmente as estéticas acidentais.

Cartaz da Exposição.
Opinião do grupo
O Instituto Tomie Ohtake, é bem localizado, o acesso é fácil e abriga diversas exposições de artistas diferentes. Escolhemos esta exposição porque reúne obras de artistas Latinos e as obras que a compõe tem uma diversidade de estilos, pertecem a movimentos diferentes, mas um quadro em especial nos chamou a atenção, pois podemos ficar horas analisando e ter referenciais diferentes a cada olhar lançado para a imagem.
Nossa interpretação sobre o quadro
KAHLO, Frida. Sua obra é impressionante. Existe uma mistura entre velho e novo, o templo grego, que está ligado por uma “corda” à torre da igreja católica, se contrasta com a estátua da liberdade. Um telefone central conecta todos os prédios do quadro, há também um outdoor com uma mulher que representa o luxo, colocado na parede da igreja e no vitral há um cifrão. Roupas e jóias são postas no lixo. Um gráfico financeiro das vendas anuais representando a escadaria do templo grego, globalização, navios de petróleo, fábricas, incêndio, os canos se fundem formando um corpo humano, o homem vira uma peça e o ser humano fumaça. As colagens feitas na parte de baixo do quadro retratam pessoas, exércitos, polícia e manifestações. A artista não pinta a si mesma (nesta obra, uma das poucas) e nenhuma das pessoas pode ser reconhecida, elas são irrisórias perto da grandeza da obra, estão misturadas em uma massa que de longe parece ser areia ou o chão. Somente sendo identificadas ao se aproximar, todas são iguais, se vestem de forma padronizada. O varal da Frida está pendurado entre uma privada e um troféu.

FRIDA KAHLO (1907 - 1954) | Mi vestido cuelga aquí, 1933 | óleo e colagem sobre duratéx
Instituto Tomie Ohtake

Links relacionados
www.institutotomieohtake.org.br
Femsa – Fomento Econômico Mexicano S.A
Embajada do México
Consulado General de México em São Paulo
SER – Secretaria de Relações Exteriores
Intempéries – Turma HRN
INTEMPÉRIES – o fim do tempo
7 de março a 12 de abri de 2009
Terça a sexta das 14h às 20h
Sábados, domingos e feriados das 10h às 20h
OCA: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez
Parque do Ibirapuera, Portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n São Paulo, telefone: 3081-0113
ENTRADA FRANCA
Estacionamento (Sistema Zona Azul)
Nome dos artistas: Alexander Nikolaev: Uzbequistão, Andrej Zdravic: Eslovênia, Ann Veronica Janssens: Bélgica , Botner e Pedro: Brasil, Caio Reisewitz: Brasil, Diana Lebensohn: Argentina, Erika Blumenfeld: Estados Unidos, Eugenio Ampudia: Espanha, George Osodi: Nigéria, Guido van der Werve: Holanda, Kalle Laar: Alemanha, Laura Vinci: Brasil, Lutz Fritsch: Alemanha, Marcos Abreu: Brasil, Michael Sailstorfer/Jurgen Heinert: Alemanha, Mika Rottenberg: Argentina, Paulo Climachauska: Brasil, Phil Dadson: Nova Zelândia, Reynold Renolds e Patrick Jolley: Estados Unidos, Shin Kiwoun: Coréia, Simon Faithfull: Inglaterra, Thiago Rocha Pitta: Brasil, Thomas Mulcaire: África do Sul, Tina Velho: Brasil, Vicente de Mello: Brasil, Yang Shaobin: China, Zalinda Cartaxo: Brasil
Curadoria Internacional: Alfons Hug
Curadoria Nacional: Alberto Saraiva

Natália Vieira, Mariana Thomaz e Adriana Fernandes
A atual exposição da OCA trata do tempo, das mudanças climáticas, “Intempéries – o fim do tempo”, como diz o nome. Nela os artistas tratam da questão do aquecimento global, do clima, e de todas as formas que nós, população em geral, interferimos na natureza e como ela interfere em nós. A maior parte das obras são filmes, alguns encenados com personagens, outros somente a filmagem da natureza ou objetos e outros que são uma seqüência de fotos.
Dentro da exposição, há uma divisão entre as classificações das obras, já que cada uma fala de um elemento: água, terra, ar e fogo. Há ainda, no piso superior, uma montagem de cinco telões que tratam especificamente da Antártida, sendo um deles imagens em tempo real do “país de gelo”.
Em um desses telões temos a imagem de um navio quebra-gelo perseguindo um homem que anda sozinho no congelado Golfo Da Finlândia.

Guido Van Der Werve | Holanda | Nummer Acht | 2007 | Videoinstalção
Todos os sábados será construída uma “torre” de gelo que derreterá conforme a temperatura ambiente, e como vivemos em uma época de aumento de temperaturas, esta derreterá muito mais rápido do que o normal.
Opinião do grupo
Nossa primeira reação foi de estranhamento, porque demoramos a entender que aqueles vídeos se repetiam sem parar, e também porque nunca tínhamos estado em uma exposição como aquela, o que a fez ser melhor ainda.
No primeiro andar os vídeos e quadros estão mais relacionados aos elementos de água e ar, no segundo estão os elementos de fogo e terra, e no último a Antártida, estando presente em todos eles o tempo. Por todos os vídeos terem som eles nos fazem entrar naquela imagem, como se estivéssemos lá. Fazendo assim com que paremos e pensemos em várias atitudes que temos que podem prejudicar o meio ambiente e não conseguimos perceber, e assim não conseguimos mudar. É um momento de reflexão.
A foto abaixo de George Osodi | Nigéria |Oil Rich Niger Delta | 2007 |Projeção de diapositivas, ressalta bem esse momento.

George Osodi | Nigéria |Oil Rich Niger Delta | 2007 |Projeção de diapositivas
Vale lembrar que em vários dos trabalhos expostos, se não em todos, há uma crítica direta para a população que é cega para os problemas ambientais, que sentem os problemas “na pele”, mas não se incomodam. Como exemplo disto temos um vídeo de Reynold Reynolds | Patrick Jolley| EUA| Burn |2002 | Videoinstalação.

Reynold Reynolds | Patrick Jolley| EUA| Burn |2002 | Videoinstalação
Neste vídeo pessoas estão em casa, umas dormindo, outras lendo, comendo e nem se incomodam com o fogo que começa a se espalhar dentro da casa, tanto nos móveis quanto em seus próprios corpos. Agem como se fosse algo natural, como se o fogo fosse algo tão insignificante que nem chega a perturbar. Com isso os artistas fazem uma crítica ao nosso descaso ao aquecimento global, como se ele fosse algo natural e inevitável.
Concluímos então que foi uma experiência diferente e muito agradável, recomendados a todos irem visitar!
sites relacionados: www.aquecimentoglobal.com.br; www.mudancasclimaticas.andi.org.br
